Agora vai?

Foto: Divulgação

O protesto da torcida do Joinville – que acendeu lanternas de celular ao final do jogo contra o Tombense – pressionou a Prefeitura por uma agilidade maior na questão que envolve a iluminação da Arena Joinville.

Hoje, os engenheiros do Seinfra, órgão responsável pelo conserto do painel elétrico, cobraram da Celesc a devolução do projeto que foi entregue nas últimas semanas. Após uma conversa, existe a promessa que a documentação seja entregue até quarta-feira, dia 16.

Passando a parte burocrática, a execução poderá demorar até 40 dias.

O plano B da Prefeitura de Joinville para o jogo contra o Mogi Mirim, marcado para o dia 9 de setembro, às 17h30, será o aluguel de um novo gerador de alimentação para as torres do estádio. Todo o custo adicional será pago pelo Governo Municipal.

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Segue o baile

Diferente das afirmações feitas no último final de semana, o presidente do Mogi Mirim, Luiz Henrique de Oliveira, revelou que o clube não pretende desistir da Série C. Com graves problemas financeiros, o Sapão deve realizar a venda de alguns bens – como o ônibus do clube – e concretizar empréstimos pontuais para equilibrar a situação.

A concentração de esforços no sentido de terminar de maneira digna o campeonato. Amanhã, durante a reapresentação, teremos uma visão mais clara. Por mais difícil que seja o momento que estamos enfrentando, não aventamos a hipótese de abandonar a competição em respeito a todos os participantes, torcedores, organização e principalmente ao espírito esportivo. Ainda estamos colhendo informações sobre as medidas que podemos tomar e quais as saídas possíveis para o caso. – Luiz Henrique Oliveira

Outra alternativa do Mogi Mirim é conseguir uma liberação com a CBF para inscrever atletas das oriundos das categorias de base, mesmo fora do prazo de inscrição na Série C. A diretoria do clube paulista, inclusive, já entrou em contato com a entidade para solicitar o procedimento.

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Terceiro amarelo

O zagueiro Charles e o volante Tinga estão suspensos pelo terceiro cartão e vão desfalcar o Joinville contra o São Bento, na próxima rodada da Série C.

Na defesa, a tendência é que Danrlei ocupe a vaga de Charles. No meio, Kadu, Roberto e Fernandinho disputam a posição.

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O pior jogo da minha vida

O Mogi Mirim não entrou em campo nesta tarde. A partida era em casa, contra o Ypiranga, válida pela quinta rodada do returno da Série C. Por regulamento, a equipe gaúcha venceu por 3 a 0. Possivelmente, caso confirmada a desistência dos paulistas, todos os jogos deles serão anulados.

Com isso, o Joinville subirá na tabela de classificação e ocupará o quarto lugar.

Mas, a desistência do Mogi era uma fava contada. Nos últimos dias, diversos jogadores deixaram o clube. Com salários atrasados em até três meses – dependendo das situações – o clube paulista já afirmou que não tem como se manter. Falta dinheiro, falta gestão. Falta tudo.

Hoje, o presidente Luiz Henrique de Oliveira, em entrevista à imprensa local, avisou que o clube está abandonando a competição. Muitos envolvidos, porém, já abandonaram antes…

O JEC jogou com o Mogi Mirim no dia 10 de julho. De carro, fomos até a cidade no interior paulista. Foi uma viagem desgastante, porém animadora. O Tricolor vinha empolgado pela estreia do técnico Pingo e poderia, enfim, conquistar a primeira vitória fora de casa na Série C.

O jogo era às 21 horas, mas, como de costume, chegamos antes. Como em todas as outras partidas, temos alguns compromissos profissionais para cumprir mais cedo. Chegamos por volta das 16h30.

O ideal era participar da programação da rádio e, por volta das 19 horas, fazer um lanchinho, aproveitando o período da Voz do Brasil. Conhecer a gastronomia requintada dos estádios faz parte da nossa profissão. Um cachorro quente diferente, um espetinho mal passado ou uma pipoca com queijo. Cada lugar tem a sua peculiaridade.

Enfim, às 19 horas, deixamos as cabines e nos deparamos com uma cena inusitada. Não havia ninguém vendendo o cachorro quente, nem a pipoca, muito menos o espetinho. Os portões já estavam abertos, mas a expectativa de público não passaria dos 100 torcedores.

Com três rebaixamentos seguidos – Série B para a C do Brasileiro, Série A1 para A2 do Paulista e A2 para A3 – o Mogi Mirim viu sua torcida desaparecer do estádio. Atualmente, a média é de 156 testemunhas a cada jogo da Série C.

Entre todos as partidas que eu já trabalhei, esta foi a primeira que me fez sentir na pele o reflexo da pobreza do futebol brasileiro. Um time em frangalhos, sem apoio da torcida, sem o tio do cachorro quente. Se o jogo não era viável para o vendedor ambulante nas arquibancadas, pra quem ele seria?

Foi triste.

Tentamos. Procuramos dentro e fora do estádio. Fomos para uma praça no outro quarteirão, mas também não havia nada. Enfim, paramos no MC Donald’s, já com os coletes de imprensa, e colocamos um sanduíche pra dentro. Todos os presentes olharam pra gente. Estávamos com pressa e com uniforme de trabalho.

Ficaríamos no estádio até a meia noite. Não tinha como deixar de comer.

O jogo começou, a polêmica do gol aconteceu e os times empataram em 1 a 1.

O nosso trabalho foi feito, a transmissão finalizada. Voltando às cabines, porém, ainda era preciso recolher os equipamentos, atualizar o blog com os gols e apurar os contornos da confusão feita pelo trio de arbitragem.

Tudo, no entanto, foi abreviado. No mesmo momento que retornamos às cabines, o administrador do estádio disse que tínhamos que sair na seqüência, que não poderíamos nos estender. O motivo era simples: A conta de luz do estádio estava atrasada em três meses e o carro da Eletropaulo estava na rua ameaçando desligar tudo no poste.

Em três minutos, encerramos as coisas, guardamos tudo e saímos com o rabo entre as pernas.

Na saída, passamos pelo alojamento do estádio, onde muitos dos jogadores que jogaram contra o JEC moram. O local é precário, bem precário. Não existe glamour ou boa alimentação. Somente um ventilador de teto, uma televisão antiga e algumas camas. Os jogadores, com celulares em mãos, compartilhavam o resultado com amigos e familiares. Era o consolo após mais um dia.

Nós retornamos, fomos pro hotel e, no dia seguinte, de carro, chegamos em Joinville. Na lembrança ficamos com um estádio gelado, sem calor de uma torcida e sem a alma de um clube.

É preciso repensar muito a forma como o futebol é tratado no Brasil. O W.O. desta tarde, em Mogi Mirim, foi apenas a ponta do iceberg. Os clubes tem problemas diariamente. Salários, alimentação, moradia, etc. A conta nunca fecha. Não podemos continuar coniventes desta situação. É constrangedor.

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Gigante

Com gol do zagueiro Willian Machado, o Fluminense do Itaum conseguiu um grande resultado na abertura do returno da segundona. Na noite de ontem, jogando fora de casa, a equipe joinvilense venceu o Hercílio Luz, líder do campeonato, por 1 a 0.

O resultado mantém o Tricolor fora da zona de rebaixamento na tabela geral. O próximo jogo será contra o Marcílio Dias, na quarta-feira, dia 16, às 15h30, na Arena.

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Seguindo em frente

Após a polêmica nas mídias sociais envolvendo o Conselho Deliberativo, o presidente do Joinville, Jony Stassun, enviou um email aos conselheiros na noite de ontem, pedindo desculpas pelo acontecido. No relato, o dirigente afirmou que as ofensas foram ditas no calor do momento e, reiterou, o pedido de desculpas aos envolvidos.

Leia o email na íntegra clicando aqui.

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Sem rodeios

Fotos: Beto Lima/ JEC.com.br

Em entrevista coletiva nesta sexta-feria, dia 11, o técnico Pingo confirmou a escalação do Joinville para o duelo contra o Tombense. Com Bruno Rodrigues no lugar de Ricardo Lobo, o treinador tentará propor uma mobilidade maior ao time e uma velocidade intensa na quebra das linhas.

Acho que o jogador adquire mais condição de jogo, jogando, tendo sequência. O Bruno é um jogador de drible. A gente muda um pouco as características, centralizamos mais o Grampola e damos mais liberdade para o Bruno jogar pelos lados. Ele tem que ficar lá na frente e não precisa buscar o jogo. – Pingo

Assista a coletiva clicando aqui.

 

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Inovador

O duelo entre Joinville e Tombense, no próximo domingo, dia 13, na Arena, será transmitido ao vivo no site da CBF. A transmissão da partida é fruto de parceria com a Federação Catarinense de Futebol, responsável pela produção das imagens por meio de plataforma online, e com a utilização de equipamentos custeados pelo Departamento de Competições da CBF.

A transmissão web de jogos – que não estão na grade de TV aberta ou fechada – de competições organizadas pela entidade máxima do futebol está em processo de desenvolvimento e já foi colocada em prática pela Federação Mineira de Futebol nas Quartas de Final do Campeonato Brasileiro Série D. No último domingo, dia 6, a partida URT-MG 1 x 0 Globo-RN foi transmitida em tempo real com sucesso.

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Impróprio

Foto: João Lucas Cardoso

Indignado com as questões levantadas na última reunião do Conselho Deliberativo, o presidente do Joinville, Jony Stassun, nesta sexta-feira, dia 11, desabafou contra os conselheiros na mídia social Whatsapp. Participante do grupo “Nação Tricolor”, o dirigente não citou nomes, mas se referiu ao Conselho de forma agressiva.

Agora que estamos no caminho do G4, sempre tem alguma notícia negativa. Muitos clubes estão com dificuldades financeiras, mas é assim, tem conselheiro que é corno, safado e covarde. Só passa informação ruim pra imprensa, não fala das nossas reduções de custo… – Jony Stassun (veja aqui)

A postura do presidente é resultante do alerta sobre a situação do Joinville no Profut (leia aqui) e as demais críticas sobre os salários atrasados. Ainda na conversa, Jony cobrou que conselheiros não ajudam o clube financeiramente e lamentou o vazamento de informações para a imprensa.

Procurado, o dirigente não retornou às ligações.

  • Profundo lamento

Já o presidente do Conselho Deliberativo do Joinville, Marcus Silva, lamentou profundamente a postura do presidente executivo. Ciente da gravidade das agressões, o cartola fez questão de salientar que quase todos os patrocinadores de camisa são oriundos de empresas de conselheiros.

Recebi tudo isso com muita tristeza. O Conselho sempre esteve buscando soluções para tornar o clube ainda melhor e esse é o tipo de respaldo que nós recebemos. Essas coisas extrapolaram. – Marcus Silva

Marcus Silva não revelou qual será o posicionamento do Conselho, mas garantiu que estará encaminhando as conversas para os conselheiros. Posteriormente, o grupo definirá quais atitudes serão tomadas.

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