Os quatro jogos de invencibilidade do Joinville mostram mais do que a frieza dos números. Neste momento, é preciso enxergar alguns conceitos propostos pelo técnico Fabinho Santos e analisar o quanto – mesmo sem o período ideal para treinamentos – o modelo de jogo é compreendido.

É óbvio que a qualidade dos últimos adversários não pode ser comparada com clubes de primeira prateleira. Entretanto, temos que observar o conceito, aprofundar os detalhes e buscar as soluções. Uma mistura invejável de passes com dribles, técnica com habilidade e realidade com utopia.

  • 4 jogos
  • 3 vitórias
  • 1 empate
  • 0 derrotas
  • 6 gols pró
  • 1 gol contra

Antes de qualquer esquema, é necessário perceber qual o futebol que deseja ser praticado. No JEC, alguns conceitos se tornam explícitos após 15 jogos em 2017. Abaixo, o blog reflete três vertentes sobre a fase do Tricolor.

  • Jogo apoiado

Independente do esquema, desde o 4-2-3-1 habitual, com variações para o 4-1-4-1 ou até mesmo o 3-4-3, Fabinho Santos mostra alternativas diante de baixo poder técnico do Joinville. Com 32 jogadores utilizados nos 15 jogos do ano, o treinador já oportunizou todos os atletas do elenco em busca do encaixe  ideal para determinadas peças.

O primeiro gol contra o Gurupi é o melhor lance do Joinville na atual temporada. Com todos os jogadores pisando no campo adversário, a jogada passa por cinco atletas que se apoiam dando opções de triangulações e confundindo o adversários.

Além disso, é preciso valorizar a igualdade numérica, no momento do tento, dentro da grande área. Alheio belo chute de Breno, outros três jogadores já estavam dentro da área dificultando o trabalho da defesa oponente.

  • Triangulações

Partindo do pressuposto de que nem todo jogador habilidoso possui um grande talento, é preciso oportunizar o apoio ofensivo do JEC. Abrindo mão da posse de bola estéril, o Tricolor tenta permanecer com a bola no campo adversário, oferecendo triangulações e possibilidades ao ataque.

O conceito de atacar não se implica necessariamente em ter a bola, mas, sim, em estar no campo inimigo. O gol contra o Metropolitano, no início da temporada, também reflete as pequenas triangulações e opções criadas pelos flancos.

  • Pós-perda

Uma das principais virtudes e cobranças feitas pelo técnico Fabinho Santos é o “perde-pressiona”, em que o jogador após perder a bola já luta imediatamente para recuperar a posse e restabelecer o controle do jogo. O segundo gol anotado por Breno, contra o Almirante Barroso, reflete inteiramente o fundamento.

Muito da pós-perda do Joinville também é resultante da compactação da equipe nos últimos jogos. Reduzindo o campo em menos de 30 metros, o Tricolor sempre busca a superioridade numérica nos setores, facilitando a recuperação da bola e as transições com velocidade.

Ou seja, além do esquema, é importante o encaixe da marcação. Valorizar a distância entre o atleta mais adiantado e o mais recuado, reduzindo sempre o espaço entre os três setores do jogo.

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