Querido JEC,

Hoje é seu aniversário. Quem diria! São 41 anos. Histórias contadas com muita emoção e calor da torcida.

Assim como diversos de nós, você ganhou e perdeu neste rico período. Acontece. Tudo que  é plantado é colhido, principalmente no futebol.

Porém, mesmo com o sofrimento dos últimos dois anos – com dois dolorosos rebaixamentos seguidos -, ninguém foi mais vencedor em Santa Catarina desde 1976. São 12 Campeonatos Estaduais, quatro Copas Regionais, uma Recopa Sul-Brasileira, dois títulos Nacionais e outros diversos troféus. Um cartel inapelável contra qualquer outro clube do estado.

Não é difícil perceber que você, invariavelmente, sofre com as transições políticas. Foi assim desde a saída de Waldomiro Schützler, o seu primeiro grande presidente. Parafraseando Nelson Rodrigues: Muitas vezes é a falta de caráter que decide uma partida. Não se faz literatura, política e futebol com bons sentimentos. Enfim, trocas que te causaram dano, mas não apagaram teu glorioso nome ou derrubaram a sua linda história.

Em 41 anos você mostrou que é possível se reerguer quando poucos esperam.

Levando felicidade para toda parte, projetastes o nome de tua cidade para o Brasil. Com teu fantástico time octacampeão colocou Joinville nas principais rotas país e impulsionando o crescimento de outras áreas. “Existem coisas que o futebol faz em suas comunidades que transcende as quatro linhas”, como disse a multi campeã Brandi Chastain.

É fato que nenhuma moeda no mundo poderá pagar o seu valor.

Em um curto período de cinco anos deixastes a Série D para alcançar – novamente – a primeira divisão nacional. Transformando a Arena Joinville em sua catedral e reiterou o sentimento guardado no coração de cada torcedor. Alegrias, títulos, comemorações e até mesmo as derrotas. O astro escocês Bill Shankly já dizia que “O futebol não é uma questão de vida ou de morte. É muito mais importante que isso”.

Hoje, vives em um novo período de reconstrução. Seja dentro ou fora de campo, suas acertadas ou equivocadas decisões testam a fé do torcedor. Mas isso é comum. Como alertou o guru futebolístico, Eduardo Galeano, lembrando-se da meninada com a qual jogava suas peladas no Uruguai. Terminadas as partidas, saíam todos abraçados, cantando: “Ganamos, perdimos, igual nos divertimos”.

Feliz Aniversário.

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