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Categoria: Entrevistas

“Tem lugar muito pior”

Foto:  Beto Lima/ JEC.com.br
Foto: Beto Lima/ JEC.com.br

Esclarecido, Renan Teixeira sempre concede boas entrevistas. Ontem, no CT, não foi diferente. Em um papo exclusivo com o blog, o volante comentou vários assuntos visando o sucesso do Joinville na temporada.

Para o defensor, os jogadores precisam entender o mau momento que o JEC passa fora das quatro linhas. Campeão do mundo, Renan Teixeira garante que já passou por situações muito piores no decorrer da carreira.

Eu falo para eles que tem lugar muito pior. Aqui é muito bom, são pequenos detalhes no aspecto de gestão que é até desagradável ficar falando.  E a situação aí fora é muito pior. Na Portuguesa, por exemplo, se os donos de padaria não disponibilizassem pães, não haveria alimento para a gente treinar. Eu mesmo já comprei pães para levar até o treino.

Já o Tupi tem uma situação estrutural lamentável. É uma vergonha. Eu tô falando aqui o que eu já falei para a presidente. É lamentável que um clube de futebol profissional viva desta forma.

Foto: JEC.com.br

Foto: JEC.com.br

Com o maior orçamento entre os 10 clubes do grupo B da Série C, o Joinville está com uma boa expectativa para a competição nacional. Após dois rebaixamentos seguidos, Renan também analisou as chances do clube e a responsabilidade do acesso em 2017.

A gente tem a obrigação consigo mesmo. Eu tenho uma obrigação com a minha carreira, pois foi um sacrifício eu ser jogador profissional. O dinheiro não entra em campo, o nome não entra em campo. O que entra em campo é a vontade de ganhar.

Na minha opinião, a gente tá formando um time muito forte para a Série C. Não será fácil, mas acho que a gente tem totais condições, desempenhando o que a gente tava fazendo no segundo turno do catarinense pra cá. Eu acho que a gente tem condições não só de classificar, como de conquistar o acesso.

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A pureza de Marlyson

Foto: JEC.com.br
Foto: JEC.com.br

Na rua pessoas ainda não conhecem, tanto. Mas, se Deus quiser, eu estou fazendo de tudo para que as pessoas possam vim tirar foto, pedir autografo. Hoje em dia já estão começando a me reconhecer, só não posso deixar subir pra cabeça. Ainda sou muito novo e tem muita coisa que pode atrapalhar. – Marlyson

A frase acima chamou a atenção na entrevista coletiva da última segunda-feira, dia 21, no CT do Joinville. Com uma humildade ímpar, Marlyson está crescendo, misturando um sonho de menino com a responsabilidade de vestir a camisa 9 do maior campeão dos últimos 40 anos no Estado.

Nascido em Rosário, cidade no interior do Maranhão, Marlyson deixou a família cedo em busca de uma nova realidade. Aos 19 anos, o jogador, porém, não esconde a saudade de casa.

Eu gosto de ligar para a minha família após os jogos. Eles falam que é incrível o que eu estou vivendo, jogando só com jogadores que eu só via no vídeo-game. Eu só tenho que agradecer a Deus e a minha família.

Família Conceição Oliveira que, inclusive, se tornou ponto turístico na pequena cidade com 42 mil habitantes, a 70 km da capital São Luís.

Quando é jogo na minha casa é uma festa, pára a cidade. Como é interior, pouca gente tem dinheiro para pagar a TV por assinatura.

Agora no Catarinense, como eu tava ganhando um pouco mais, mandei a minha mãe colocar a antena lá em casa. Aí quando eu faço um gol, pronto. As pessoas vão tudo pra minha casa. É pipoca, refrigerante, uma felicidade.

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Frio e calculista, Marlyson possui quatro gols na temporada e vínculo com o JEC até o final de 2018. Ainda nesta semana, Rafael Cabistani, o agente do atleta, deve estar reunido com Carlos Kila para prolongar o atual contrato. Com destaque na Copa São Paulo, o jovem atleta é fã de Robert Lewandowski, atacante polonês, do Bayern de Munique.

Eu sempre vejo muitos vídeos do Lewandowski, é um cara que, pra mim, se um dia eu chegar eu quero chegar no patamar dele. Parece que ele é, sei lá, a bola bate nele e entra. Eu quero que seja assim na minha vida. Tô trabalhando muito forte pra isso.

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Vai começar

Foto: Fabrizio Motta
Foto: Fabrizio Motta

Amanhã, às 20h15, no Centreventos Cau Hansen, o JEC Futsal inicia a caminhada em busca do inédito título da Liga Nacional. A equipe tricolor enfrentará o Guarapuava/PR, comandado pelo experiente técnico joinvilense, João Carlos Barbosa, o Banana.

  • Regulamento

A Liga Nacional será disputada por 19 equipes que se enfrentam entre si na primeira fase. Os 16 primeiros classificados avançam aos playoffs que serão disputados em jogos de ida e volta. Não existe mais vantagem ao mandante do segundo jogo.

  • Desfalque

O pivô Raul, com uma lesão no joelho direito, é a baixa do Joinville para o duelo de estreia.

  • Fala, professor!

Abaixo, uma entrevista com o técnico Vander Iacovino fazendo um balanço da preparação tricolor para a estreia na competição mais importante da temporada.

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O balanço final

Foto: JC Forner
Foto: JC Forner

Após 240 jogos na presidência do Joinville, Nereu Martinelli deixará o cargo na próxima sexta-feira. Dois dias antes da saída, o dirigente fez um balanço sobre a a gestão em entrevista exclusiva ao 89 Esportes.

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