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Categoria: Análise tática

Análise do volante Renan Teixeira

Foto: Beto Lima/ JEC.com.br
Foto: Beto Lima/ JEC.com.br

Após a saída do volante Naldo, o Joinville foi ao mercado na busca de jogo jogador para o setor. Um primeiro homem do meio campo que possibilita ao técnico Fabinho Santos a variação na formação da equipe. O nome escolhido foi Renan Teixeira, de 31 anos, que estava no Tupi-MG.

Com físico forte, Renan é destro e mede 1.81 cm. Assim como Naldo, o defensor possui baixa característica em chutes de longa distância e também não é eficiente no jogo aéreo ofensivo. Consequentemente, ainda não alcançou os 30 gols na carreira profissional.

A campanha do Tupi foi um desastre, mas o Renan era o líder do elenco, sem dúvidas o principal jogador. Fisicamente sempre esteve muito bem e individualmente fez um bom campeonato. Foi um dos poucos que se salvou. – Felipe Frederico, Rádio Globo / Juiz de Fora (MG)

Renan foi capitão do Tupi durante grande parte da Série B. O volante perdeu o posto após cobrar mais profissionalismo da diretoria do clube e da presidente Myrian Fortuna. Em 2016, participou de 41 jogos – todos como titular e marcou três gols.

mapa de calor - renan

Posicionamento de Renan contra o Joinville: Primeiro volante

Estranha o fato do jogador ser o líder em cartões amarelos da equipe, algo inédito na carreira do marcador. Foram oito advertências em 21 jogos. Uma média de 0,38 por jogo.

O volante possui uma característica específica que agrada a comissão técnica do Joinville: viradas de jogo. No Brasileiro foram 19 corretas e cinco equivocadas, tornando o atleta o líder do fundamento na equipe mineira e o 14º melhor do campeonato.

Comparado com Naldo, Renan perde no número de desarmes. Enquanto o ex-Tricolor acumulou 79 durante a Série B, o novo contratado teve somente 46, média de dois por partida.

desarmes naldo

renan desarmes

Antes de chegar à equipe mineira, Renan foi dispensado da Portuguesa após ser visto nas arquibancadas do estádio do Morumbi, torcendo para o São Paulo contra o Trujillanos-BOL, pela Libertadores da América.

Pelo Tricolor paulista, Renan conquistou os principais título da sua carreira: A Copa Libertadores e o Mundial de Clubes em 2005. Desde então, o jogador acumula diversos vice-campeonatos  como o Mineiro, Paranense e Pernambucano.

Além de São Paulo,  Renan defendeu Atlético-MG, Juventude, Atlético-PR e Sport, onde passou por uma cirurgia no ligamento cruzado do joelho esquerdo, em 2012.

  • TÁTICO

Renan jogou a carreira inteira como primeiro homem do meio campo, sendo o volante marcador, algo em extinção no futebol moderno. No entanto, é uma característica que faltava no elenco do Joinville. Atualmente, o clube possui somente jogadores com boa saída para o jogo, mas sem a marcação forte.

time com renan

Com Renan, Fabinho Santos pode abrir mão do balanço entre os volantes e povoar o meio campo. Desta forma, Lúcio Flávio jogaria alinhado com Kadu, aproveitando os chutes de média distância e municiando os pontas.

Se o treinador preferir manter o esquema original, Renan jogará ao lado de Kadu, possibilitando a saída pelo lado direito. Deste modo, o jogador brigará pela posição com Luiz Meneses e Roberto.

renan formação

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As variações e uma alternativa

Foto: Beto Lima/ JEC.com.br
Foto: Beto Lima/ JEC.com.br

Após duas semanas de trabalho, o técnico Fabinho Santos escancarou a preferência sobre o modelo de jogo do Joinville. O sistema 4-2-3-1, testado na pré-temporada, foi utilizado pelas duas equipes no duelo contra o Parana, no último sábado.

Obviamente, por se tratar do início do ano, a falta de entrosamento reflete o desempenho da equipe em campo. Entretanto, o exagero no número de passes errados pode sinalizar uma nova leitura para toda a comissão técnica. Abaixo, o blog disseca duas variações e sugere uma alternativa.

  • O padrão

O 4-2-3-1 foi o escolhido por Fabinho Santos. Com uma linha alta no sistema defensivo, o treinador libera os dois volantes para fazerem o balanço, extinguindo a função de primeiro ou segundo marcador. Na frente, Fabinho Alves e Juninho alternam os lados. Lúcio Flávio, pelo meio, é liberado da marcação e aparece como elemento surpresa no ataque.

  • Atacando

JEC 2

Quando o JEC ataca, Fabinho posiciona a equipe no 4-2-4  marcando inclusive a saída na reposição do adversário. É uma pressão que poderá exigir um lançamento mais longo do oponente, sem a tranquilidade para passes curtos. Esta formação, entretanto, ainda deixa uma lacuna entre os volantes e a última linha. Neste posicionamento, contra o Paraná, o JEC precisou forçar muitos passes e errou em demasia.

  • Defendendo

JEC 03

Quando a bola está com o adversário, os pontas recuam para auxiliar a marcação. Lúcio Flávio, adiantado, dá o primeiro combate ao lado de Ciro. O JEC, neste posicionamento, ignora o último terço ofensivo e reduz o campo de jogo. São duas linhas de quatro, dificultando a infiltração do adversário.

  • A altenativa

JEC 04Fabinho tem uma alternativa para povoar o meio campo Tricolor. Se o treinador abandonar o balanço dos volantes, poderá recurar Luis Menezes – ou o novo volante que será contratado – para a função de primeiro homem do meio campo. Na segunda linha, Lúcio Flávio e Kadu, centralizados, marcam e saem pro jogo. Nos flancos, o JEC permanece com variáveis.

  • Lúcio Flávio aguenta?

Lúcio - coxa vs jec

Jogando como segundo volante no Coritiba, em 2015, Lúcio Flávio disputou 25 partidas da Série A. Ao todo, o meia acertou 750 passes. Na média, ele seria o líder do fundamento – com sobras – no Joinville que disputou a Série B, em 2016. Recuado, Lúcio garante a qualidade na saída do passe e também avança quando recebe cobertura. Jogando contra o JEC, por exemplo, o volante foi o responsável pela transição no lado direito.

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