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Categoria: Análise tática

Entendendo o “novo” JEC

Fotos: Beto Lima/ JEC.com.br

Falaremos do Joinville. Abaixo vamos realizar uma análise profunda, desprezando os achismos e ignorando os contextos rasos do 4-3-1-2. Os 90 minutos da vitória contra o Bragantino nos dão a oportunidade de tentar entender quais são os conceitos e as ideias propostas por Pingo, o novo técnico Tricolor.

Estruturalmente, o 4-3-1-2 marca mal, criando um buraco próximo da área defensiva pela distância dos setores. Ou seja, se você não tiver uma compactação eficiente, os espaços para o adversário serão ofertados em demasia. Não se trata de um esquema ultrapassado, entretanto – historicamente – é mais complicado evitar a superioridade dos adversários pelos lados. Somente um time com o preparo físico em dia pode equilibrar a diferença.

Estamos falando de metros ganhos pelo adversário que propiciam diversas combinações de jogadas, podendo utilizar várias provocações com a bola e finalizações de média ou longa distância.

O 4-3-1-2 foi muito utilizado nos anos 90, como por exemplo no Boca Juniors de Carlos Biachi, campeão da América. Baseia-se em um losango no meio, com um volante de contenção à frente da última linha defensiva, dois interiores auxiliando no suporte e um meia armador, ficando atrás dos dois atacantes. Trata-se de uma formação que permite muitas variações que facilmente confundem a linha rival: Laterais tem ótimo poder ofensivo no 1 x 1, interiores podem flutuar, enquanto o meia central busca a quebra da linha adversária. Na frente, os atacantes prendem os zagueiros. Com a movimentação de Ricardo Lobo e Grampola, sempre um dos dois estará dentro da área.

Se Fernandinho – o camisa 10 – estiver em dia fisicamente, ele poderá ofertar dinamicidade ao time. Se os flancos estiverem congestionados, existe uma solução procurando Ricardo Lobo na diagonal. Acontecendo isso, Tinga ou Kadu podem encontrar o apoiador e se infiltrarem por trás da defesa, como elemento surpresa. Na pior das hipóteses, a bola será cruzada para o finalizador dentro da área: Grampola.

  • Organização defensiva

Na fase defensiva, o esquema tático, com o recuo de Fernandinho, deriva para o 4-4-2. Dos três médios, os interiores fecham os corredores laterais e complicam os extremas adversários. Ricardo Lobo e Grampola asseguram uma pressão alta nos oponentes já na saída da bola, impedindo a subida dos defensores.

  • Organização ofensiva

Sempre que possível, o JEC comandado por Pingo irá privilegiar a posse de bola. A construção das jogadas será rápida, com participação de vários jogadores, circulando a bola entre amplitude e profundidade do jogo. Durante a saída, participam oito jogadores, com exceção de Danrlei, Max e, obviamente, do goleiro.

O trabalho de Ricardo Lobo e Grampola é fundamental, pois a maioria do jogo ofensivo depende deles. Quando a defesa adversária está posicionada corretamente, um deles desce para trazer a defesa junto. O outro aproveita o espaço que foi ofertado. Se a defesa estiver mal posicionada, ambos podem aproveitar o espaço nas costas do adversário.

Os interiores, Tinga e Kadu, colaboram permanentemente com os laterais, criando espaços nos corredores com combinações e sobreposições. Fernandinho, como falado, é fundamental para o esquema. Com mobilidade, ele pode tabelar com os laterais e com os interiores sempre que tiver a posse de bola, além de aproveitar os espaços criados pelos avançados.

É importante ressaltar que não existe esquema tático bom ou ruim. Todas as escolhas dependem do equilíbrio e da ideia de jogo, priorizando sempre a organização defensiva e a transição ofensiva. O 4-3-1-2 possui vários outros movimentos, que obviamente vão depender dos conceitos do técnico Pingo.

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É preciso elogiar

O gol de empate do Joinville contra o Tupi expôs algumas características positivas da equipe comandada por Fabinho Santos. Abaixo, o blog faz a leitura de três momentos dentro da mesma jogada, concretizada com a boa finalização do atacante Bruno Rodrigues.

  • Transição ofensiva – Quando o JEC pega a bola, os dois laterais sobem e jogam como alas, auxiliando o sistema ofensivo. Renan Teixeira – mesmo participando da jogada – permanece no momento defensivo, assim como os dois zagueiros. É basicamente um 3-4-3 com muita movimentação na última linha.
  • Possibilidades para triangulações – Pelo meio, a bola gira entre Buiú, Renan, Breno e Gustavo. Em todas as passadas existem momentos para triangulações, fortalecendo a criação e o jogo apoiado do Joinville.
  • Jogo entrelinhas – O Tupi também tem seus méritos. No momento defensivo, os 10 jogadores mineiros se defenderam em um campo de – no máximo – 30 metros. O JEC, porém, novamente mostrou o padrão. Antecipando o pensamento do adversário, os jogadores do Joinville encontraram espaço entre as linhas e criaram a oportunidade ofensiva ao Tricolor.
Foto: Beto Lima/ JEC.com.br

Foto: Beto Lima/ JEC.com.br

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As contas da Série C

Fotos: CBF.com.br

O blog se debruçou nas campanhas das últimas cinco temporadas da Série C, tentando entender o aproveitamento necessário para obter o êxito e alcançar a segunda fase da competição. Considerando as campanhas vitoriosas desde 2012, é possível fazer um levantamento sobre o desempenho dos clubes levantando aspectos básicos.

  • O melhor e o pior

O Fortaleza, com 39 pontos, em 2012, foi a melhor equipe no período. A equipe cearense, porém, mesmo com a vantagem, não conseguiu o acesso pois perdeu nas quartas de final. Diferente de Icasa e Paysandu, que no mesmo ano se classificaram com 24 pontos na primeira fase e garantiram a vaga após a vitória no mata-mata.

  • Qual é grupo é pior?

Regionalizada, a Série C possui dois grupos dividindo as equipes. Desde 2012, o grupo B – com os clubes da região sul, sudeste e centro-oeste – possui uma leve vantagem. São 11 acessos contra nove do grupo A.

Nos últimos dois anos, seis dos oito times que ascenderam à Série B vieram do grupo do Joinville.

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  • Média de pontos

O primeiro colocado – levando em consideração o desempenho dos grupos A e B – precisa fazer 34 pontos, com média de 62% de aproveitamento na fase inicial. Já o quarto colocado, o último que se garante no mata-mata, precisa de 28 pontos, com 51%.

  • O primeiro

Para garantir a liderança do grupo, a equipe precisará de um desempenho excepcional em casa, podendo perder alguns jogos fora. Segundo a média, com 81% (7v, 1e, 1d) em casa e 44% (4v, 5d) fora, o time conseguirá o primeiro lugar no seu grupo.

  • O quarto

Se quiser garantir a última vaga dentro do grupo, um clube precisará ir bem em casa, mesmo oscilando fora. Segundo a média, com 74% (6v, 2e, 1d) em casa e 29% (2v, 2e, 5d) fora, a equipe conseguirá garantir a última vaga para o mata-mata.

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O Galo Carijó

Dossiê 
Tupi-MG: O terceiro adversário do JEC na Série C.

* Com Gustavo Mejia

Rebaixado na Série B de 2016, o Tupi terminou o campeonato mineiro deste ano na oitava colocação com três vitórias, quatro empates e quatro derrotas. Nos 11 jogos, apenas oito gols foram marcados, apontando o Galo como o pior ataque do campeonato, ao lado do Democrata.

Ainda no mineiro, o Tupi foi a segunda equipe com menos passes certos, à frente apenas do Villa Nova.

Para a Série C, são 20 remanescentes do grupo que disputou o estadual, inclusive com o técnico Aílton Ferraz contratado após a demissão de Éder Bastos no quarto jogo da temporada. Ex-jogador de Flamengo, Fluminense e Grêmio, Aílton, aos 51 anos, tenta se estabilizar como um técnico emergente do cenário nacional.

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Segundo o treinador, a escolha inicial do Tupi será trabalhar com 30 atletas, neste primeiro momento, visto o limite de 35 inscrições na Série C.

No grupo do Mineiro tínhamos muitos atacantes de lado, mas poucos meias. O que tínhamos demais estamos cortando, e que era de menos vamos tentar encaixar. O mercado – às vezes – é cruel e dificulta encontrarmos os jogadores que precisamos, mas temos trabalhado bastante para fazer um grupo homogêneo – Ailton.

Os atacantes Flávio Caça-Rato, Jajá e Ruan Teles estão entre os jogadores que não permaneceram. Os dois primeiros foram responsáveis por cinco dos oito gols da equipe em 2017. Além deles, Elivélton, Emerson e Bruno Paixão também deixaram o clube após o campeonato estadual.

Foto: Leonardo Costa

Fotos: Leonardo Costa

Se do meio para frente haverá mudanças no elenco, a parte defensiva deve contar com boa parte dos atletas que já defendiam o clube. Da equipe titular, permanecem o goleiro Paulo Henrique, o lateral Johnathan, o zagueiro Edmário, o lateral-esquerdo Bruno Santos e o volante Marcel. Isso sem contar com o goleiro Gonçalves, o lateral Lucas, o zagueiro Fernando e os meias Bonilha, Vinícius e Raphael Augusto, que também vão jogar a Série C.

Com folha salarial de R$60 mil por mês, o Tupi contratou sete jogadores até o momento. O destaque, porém, ainda é o experiente volante Leandro Ferreira, remanescente do Estadual.

O elenco perdeu os principais nomes após o Mineiro e a reposicao ainda não aconteceu, não chegou nenhum nome de peso. A expectativa é lutar para não cair na Série C – Felipe Frederico, Radio Globo – Juiz de Fora/MG

Na última semana, o Tupi realizou um jogo-treino de preparação para a competição nacional e venceu uma seleção formada por jogadores amadores de Juiz de Fora/MG por 8 a 0.

  • Sem o fator casa 

Em 2016, o Tupi somou apenas 38% dos pontos disputados em Juiz de Fora. Foram apenas sete vitórias nos 24 jogos disputados diante da torcida alvinegra. Na Série B, o Galo teve apenas 28% de aproveitamento com oito triunfos, nove empates e 21 derrotas.

  • Desfalque

O lateral-direito Johnathan é uma baixa considerável e está fora das primeiras rodadas da Série C do Campeonato Brasileiro. O jogador, emprestado pelo Goiás para a disputa da temporada, realizou uma cirurgia de hérnia inguinal e deve retornar somente em no início de julho.

  • Time base

Paulo Henrique; Afonso, Edmário, Fernando e Bruno Santos; Leandro Ferreira, Marcel e Bonilha; Andrey, Tiago André e Mateus Pato.

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Remendado

Sem Rithely, Ronaldo Alves, Diego Souza, Rogério e André, todos vetados pelo DM, o Sport terá cinco desfalques entre os titulares para enfrentar o Joinville. Após o treino desta amanhã, em Recife/PE, a delegação rubro-negra já iniciou a viagem visando o duelo contra o Tricolor.

O Sport desembarcará em Navegantes no final da tarde de hoje e, de ônibus, seguirá para Joinville. Sem tempo, a equipe pernambucana não treinará na cidade para o duelo da Copa do Brasil. Com a ausência dos titulares, o Leão pode oportunizar Henriquez, Ronaldo, Thallyson (ou Neto Moura), Juninho e Leandro Pereira entre os titulares.

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Nesta terça-feira, dia 18, ainda em Recife, Ney Franco comandou um treinamento com portões fechados e não sacramentou a escalação do Sport para o duelo de amanhã. Do mesmo modo, Fabinho Santos, no CT do JEC, também escolheu um treino sem a presença dos jornalistas na última atividade antes do cotejo.

Precisando da vitória, o Joinville deverá ter o mesmo desenho dos últimos jogos, variando o 4-2-3-1 entre o momento ofensivo e defensivo. A única dúvida pode ser o possível ingresso de Lúcio Flávio, oportunizando uma vaga para Breno no flanco direito, substituindo Fabinho Alves.

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Raio-x do Sport

Foto Marlon Costa

Na próxima quarta-feira, dia 12, Sport e Joinville se enfrentam pela quarta fase da Copa do Brasil, na Ilha do Retiro. Será um duelo entre equipes distintas, com orçamentos opostos, mas com o mesmo objetivo.

O JEC, saboreando este inédito momento na competição, terá como adversário alguém habituado ao principal mata-mata do Brasil, campeão em 2008 contra o Corinthians. Até hoje, em cinco duelos entre as equipes em Recife, são cinco vitórias dos pernambucanos contra os joinvilenses.

  • Time descansado 

Por ordem da diretoria, o Sport está jogando o Estadual com os suplentes. Os titulares disputam a Copa do Brasil, Copa Sul-Americana e Copa do Nordeste. No ano, o Leão da Ilha contabiliza 24 jogos, com 14 vitórias, seis empates e apenas três derrotas.

Na Copa do Brasil são quatro vitórias em quatro jogos. Após eliminar o CSA, fora de casa, na primeira rodada por 4 a 1, o time pernambucano venceu o Sete de Setembro/MS por 3 a 0 e o Boa Vista, na última fase, com 3 a 0 na ida e 1 a 0 no Rio de Janeiro.

O desenho do time que enfrentará o Joinville é o mesmo que atropelou o Danúbio-URU na última semana pela Copa Sul-Americana. Com um show individual de Diego Souza, o rubro-negro – sem sustos – venceu por 3 a 0.

 

  • A força da Ilha do Retiro

Em casa, o Sport não perde desde 16 de novembro do ano passado, quando foi derrotado pelo Cruzeiro por 1 a 0, com Diego Souza desperdiçando uma penalidade na segunda etapa. Desde então são 13 jogos, com 12 vitórias e três empates.

Diante do seu torcedor, o rubro-negro não sofreu gols em sete dos 12 jogos do ano. Para o duelo desta quarta, 15 mil torcedores são esperados na Ilha.

Consolidado, o Leão está na semifinal da Copa do Nordeste. Após eliminar a Campinense nas penalidades, a equipe enfrentará o Santa Cruz, no próximo dia 26. Já no estadual, a vitória sobre o Central, no final de semana, fora de casa, por 3 a 1, garantiu a segunda colocação. O adversário na semifinal será Náutico ou Santa Cruz com a disputa já no próximo domingo.

Foto: Gustavo Granata

Foto: Gustavo Granata

  • O fator treinador

Após iniciar a temporada com Daniel Paulista, o Sport resolveu mudar o comando técnico e contratou o experiente Ney Franco, que contabiliza três vitórias em cinco jogos pelo Leão.

A chegada do Ney Franco foi de suma importância para as pretensões na temporada. Mesmo com os bons números do Daniel Paulista, as atuações não eram boas, principalmente em clássicos. Com a chegada do Ney o time ganhou em confiança. Os treinos também são mais específicos e mais duros. O time vem jogando melhor. – Felipe Holanda, setorista do Sport no Jornal do Commercio.

O Sport desde a chegada do Ney Franco mudou da água para o vinho. Melhor disciplinado e com uma postura mais firme. Diego Souza com o antigo técnico jogava como meia de armação, agora ele joga na ponta direita. Rogério na ponta esquerda. É um time que vai dar muito trabalho para o Joinville. – Allan Pereira, setorista do Sport pela rádio Transamérica.

Para o duelo desta quarta, o treinador não terá grandes desfalques. Com apenas Neto Moura e Marquinhos na fase de transição, todos os outros titulares estão à disposição para o duelo contra o JEC. Em 2017, foram sete contratações: Raul Prata, Rodrigo, Mena, Paulo Henrique, Leandro Pereira, André e Marquinhos.

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  • Os destaques individuais

O Sport é repleto por diversos destaques individuais, consolidados nas últimas temporadas em Recife. No gol, Magrão é titular desde 2005. Na lateral direita, Samuel Xavier foi um dos melhores da posição na última Série A. No meio campo, Rithely ganhou projeção nacional e se tornou fundamental no rubro-negro.

Principal jogador da equipe, Diego Souza dispensa comentários. Principal finalizador e artilheiro do último Brasileirão, o jogador da Seleção Brasileira acumula 44 gols pelo Sport nos últimos três anos.

Renê, negociado com o Flamengo, foi uma da única baixa para este ano. A novidade é o jovem Fabrício, recém promovido das categorias de base que auxilia muito na marcação e também tem um bom aproveitamento em chutes de longa distância.

  • Provável: Magrão; Samuel Xavier, Ronaldo Alves, Durval e Mena; Rithely, Fabrício e Everton Felipe; Diego Souza, André e Rogério.

Trata-se de um 4-1-4-1 com Rithely (veja o vídeo abaixo) entre as linhas e André como centroavante. É um time que pode alternar para um 4-3-3 no momento defensivo. Entretanto, a força ofensiva se reflete nos números. Na atual temporada, o Sport marcou gols em 22 dos 23 jogos que disputou.

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Os pilares do modelo

Foto: JEC.com.br

Os quatro jogos de invencibilidade do Joinville mostram mais do que a frieza dos números. Neste momento, é preciso enxergar alguns conceitos propostos pelo técnico Fabinho Santos e analisar o quanto – mesmo sem o período ideal para treinamentos – o modelo de jogo é compreendido.

É óbvio que a qualidade dos últimos adversários não pode ser comparada com clubes de primeira prateleira. Entretanto, temos que observar o conceito, aprofundar os detalhes e buscar as soluções. Uma mistura invejável de passes com dribles, técnica com habilidade e realidade com utopia.

  • 4 jogos
  • 3 vitórias
  • 1 empate
  • 0 derrotas
  • 6 gols pró
  • 1 gol contra

Antes de qualquer esquema, é necessário perceber qual o futebol que deseja ser praticado. No JEC, alguns conceitos se tornam explícitos após 15 jogos em 2017. Abaixo, o blog reflete três vertentes sobre a fase do Tricolor.

  • Jogo apoiado

Independente do esquema, desde o 4-2-3-1 habitual, com variações para o 4-1-4-1 ou até mesmo o 3-4-3, Fabinho Santos mostra alternativas diante de baixo poder técnico do Joinville. Com 32 jogadores utilizados nos 15 jogos do ano, o treinador já oportunizou todos os atletas do elenco em busca do encaixe  ideal para determinadas peças.

O primeiro gol contra o Gurupi é o melhor lance do Joinville na atual temporada. Com todos os jogadores pisando no campo adversário, a jogada passa por cinco atletas que se apoiam dando opções de triangulações e confundindo o adversários.

Além disso, é preciso valorizar a igualdade numérica, no momento do tento, dentro da grande área. Alheio belo chute de Breno, outros três jogadores já estavam dentro da área dificultando o trabalho da defesa oponente.

  • Triangulações

Partindo do pressuposto de que nem todo jogador habilidoso possui um grande talento, é preciso oportunizar o apoio ofensivo do JEC. Abrindo mão da posse de bola estéril, o Tricolor tenta permanecer com a bola no campo adversário, oferecendo triangulações e possibilidades ao ataque.

O conceito de atacar não se implica necessariamente em ter a bola, mas, sim, em estar no campo inimigo. O gol contra o Metropolitano, no início da temporada, também reflete as pequenas triangulações e opções criadas pelos flancos.

  • Pós-perda

Uma das principais virtudes e cobranças feitas pelo técnico Fabinho Santos é o “perde-pressiona”, em que o jogador após perder a bola já luta imediatamente para recuperar a posse e restabelecer o controle do jogo. O segundo gol anotado por Breno, contra o Almirante Barroso, reflete inteiramente o fundamento.

Muito da pós-perda do Joinville também é resultante da compactação da equipe nos últimos jogos. Reduzindo o campo em menos de 30 metros, o Tricolor sempre busca a superioridade numérica nos setores, facilitando a recuperação da bola e as transições com velocidade.

Ou seja, além do esquema, é importante o encaixe da marcação. Valorizar a distância entre o atleta mais adiantado e o mais recuado, reduzindo sempre o espaço entre os três setores do jogo.

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O que esperar de Marcos Buiú?

Foto: Beto Lima/ JEC.com.br

Apresentado nesta sexta-feira, dia 10, o lateral Marcos Buiú mostrou confiança ao vestir a camisa do Joinville. Aos 20 anos, o atleta revelado no Ceará assinou um contrato de três meses com a equipe Tricolor.

Ofensivo, o lateral possuí uma característica muito parecida com Caíque, titular na equipe de Fabinho Santos. Com apenas 17 jogos como profissional, Buiú mostrou as credenciais de como poderá render no JEC.

Ativo pelo lado direito, o jogador possui uma boa profundidade, mas baixo índice de acerto nos cruzamentos, apenas 35%. Com velocidade, o ala também possui boa média de passes certos, 80%.

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Na Série B do ano passado, Buiú disputou apenas três partidas, exatos 84 minutos, entrando no decorrer das partidas contra Vila Nova, Bragantino e Goiás. Ao todo, o atleta disputou apenas oito jogos em 2016.

É um jogador que veio das categorias de base. A diretoria apostava muito nele, mas nunca empolgou. No último ano, a diretoria tentou renovar e ele não quis. Vejo o Buiú como um lateral promissor, mas que precisa se livrar das más influências. – Danilo Queiroz, Rádio BandNews Fortaleza

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Pranchetão

Foto: JEC.com.br

Após nove jogos e o término do turno do Campeonato Catarinense, o Joinville contabiliza alguns números negativos na temporada 2017.  Abaixo, o blog explana a campanha do Tricolor em três vertentes.

Analisando a questão individual, alguns jogadores conseguiram números positivos. Alex Ruan e Max, por exemplo, participaram de todos os jogos como titulares. Ao todo, 12 jogadores foram contratados e 13 jogadores oriundos da base jogaram. Fernandinho foi o único remanescente do último ano.

  • Atletas que jogaram os nove jogos: Max e Alex Ruan.
  • Único atleta que disputou integralmente todos os jogos: Max.
  • 26 jogadores utilizados em 9 jogos.
  • 13 jogadores formados na base utilizados nos nove jogos.
  • Atletas da base mais utilizados: Jhonatan e Roberto, oito jogos.
  • Contratados mais utilizados: Max e Alex Ruan, nove jogos.
  • Contratados menos utilizados: Lucas Mota e Diego Viana, 1 jogo.
  • Reserva mais utilizado: Juninho, cinco jogos.
  • Artilheiro: Aldair, dois gols
  • Líder em assistências: Alex Ruan, duas vezes.

No estadual, o JEC contabilizou números negativos, muito pela inércia do ataque com primeiro turno. Com apenas quatro gols, o Tricolor, além do pior ataque, foi único time que não alcançou os dois dígitos após nove jogos.

  • Pior ataque do primeiro turno: 4 gols;
  • Terceira melhor defesa, atrás de Avaí e Chapecoense: 10 gols.
  • Time que menos venceu, ao lado do Barroso, com apenas um triunfo;
  • Time que mais empatou, ao lado do Figueirense: 4 vezes.
  • Time que menos tomou cartão amarelo: 11 advertências

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Em estatísticas internas, o JEC também precisa evoluir. Tecnicamente, o Tricolor só marcou gols em três dos nove jogos do Estadual. Ou seja, são necessários três jogos para o clube marcar apenas uma vez.

  • Saiu na frente apenas em um dos nove jogos;
  • Saiu atrás em cinco dos nove jogos;
  • Empatou três jogos em 0 a 0.
  • Fez gols em apenas três dos nove jogos do turno;
  • Não sofreu gols em quatro dos nove jogos do turno.
  • Foi para o Intervalo ganhando uma única vez;
  • Foi para o Intervalo empatando quatro jogos;
  • Foi para o Intervalo perdendo quatro jogos.
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Quem é Bruno Rodrigues?

Foto: Divulgação/ CAP

O Joinville contratou o atacante Bruno Rodrigues, de 19 anos, revelado pelo Atlético-PR. Com apenas três jogos como atleta profissional e nenhum gol, o velocista possui vínculo com o Furacão até 2020 e está sendo emprestado ao Tricolor pelos próximos três meses.

Fiquei muito contente com o acerto, estou indo muito focado para fazer um bom trabalho e tentar agradar a torcida. Estou fechado com o JEC. – Bruno

Com boa movimentação, Bruno Rodrigues iniciou a carreira como volante e logo depois conquistou o seu espaço jogando mais avançado. Seja na central ou como extrema, o jogador possui boa desenvoltura para as jogadas ofensivas.

 

 

  • Promessa na base

Em 2015, Bruno foi vice artilheiro da Copa do Brasil Sub-20. Com cinco gols marcados, o atacante perdeu apenas para os David Neres e Joanderson, ambos do São Paulo, que marcaram seis vezes.

O título da competição ficou com o próprio São Paulo que eliminou o JEC na semifinal e venceu o Atlético-PR na decisão.

  • Expectativa no profissional

Inutilizado no furacão em 2016, o velocista esteve próximo de ser emprestado ao América-RN, mas a negociação não evoluiu. Neste ano, com o time principal se preparando para a Copa Libertadores, Bruno recebeu oportunidades, mas ainda não completou 90 minutos em uma única partida.

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  • Como buscar espaço?

Destro, Bruno Rodrigues também pode ser uma alternativa central, além de fazer a função invertida muito solicitada pelo técnico Fabinho Santos. Pelos flancos, o jogador brigará por posição com Juninho, Gustavo Xuxa, Fabinho Alves, Alex Ruan, Diego Viana e Breno.

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