Explicar o que não precisa ser explicado

adriano

* Por Jean Helfenberger

Na noite de ontem o sub-20 do Joinville foi derrotado pelo Corinthians pelo placar de 3 a 1 e se despediu da Copa do Brasil. O time alvinegro é o atual vice-campeão da Copa São Paulo de futebol Júnior e do Campeonato Brasileiro, encerrado na última semana. Seria muita pretensão querer justificar uma eliminação para um adversário desse nível através de um texto. Mas, vou esclarecer ao torcedor a razão que esse desfecho: um gosto tão amargo pra quem acompanha a base tricolor.

O Joinville ano passado foi semifinalista desta competição. Eliminou Grêmio, Coritiba e Flamengo. Sim, o Flamengo, o atual campeão da Copa São Paulo. Aliás, do time campeão em janeiro, oito jogadores enfrentaram o JEC, em 2015. A imagem foi tão boa, que, a dupla de zaga titular do Tricolor do ano passado, André Baumer e Igor Candiota, foi empresta ao clube carioca. Além deles, o volante Roberto, hoje está emprestado ao Fluminense.

Essa geração 96/97 esteve durante três anos sobre os cuidados do técnico Fabinho, hoje auxiliar no profissional.

Ainda no juvenil, essa geração mostrou sua força ao eliminar o Internacional na Copado Brasil de 2014. Além do “fator Fabinho”, outro profissional que merece destaque é o assistente técnico e treinador de goleiros Daniel Tenório, responsável direto pela evolução de Mateus Albino, terceiro goleiro do profissional, e de Felipe Liniker.

A famigerada identidade de um time era algo visto em campo. O 4-2-3-1 era utilizado por Fabinho sem que a alteração das peças alterasse o ritmo da equipe. Essa geração que, inclusive, não tinha nenhum jogador acima da média. Aliás, quem no futebol de hoje é acima da media? Os resultados foram frutos de uma equipe muito organizada taticamente. Inclusive com uma particularidade: seis atletas desse são nascidos em Joinville. Chegar no sub 20 com 1/3 do grupo da cidade é uma economia gigantesca.

No início desse ano esse elenco chegou até a terceira fase da Copa São Paulo. Como prêmio a diretoria anterior resolveu dar seis meses sem competição alguma para o elenco. Já é histórico a não participação da base tricolor em competições nacionais. Aqui no estado foi criada a Copa Santa Catarina sub-20 e os gênios resolveram não participar. Enterraram por completo a geração 96. De fevereiro até agosto apenas treinos e mais treinos sem nenhuma perspectiva. Caso o técnico do profissional precisasse recorrer a algum jogador da base, qual a chance desse jogador não sentir essa transição? Será que isso ajuda a explicar a contratação de 70 atletas nos últimos dois anos?

Vamos fazer um exercício: Caso o Joinville não se classifique às finais do estadual, o número de partidas realizadas no ano chegará a 20. Ontem foi a oitava partida do ano, após Copa São Paulo. O seu adversário, o Corinthians, realizou a sua 42ª partida em 2016.

Esse ano a nova diretoria contratou dois profissionais para tentar mudar esse cenário. Jean Kupicki, coordenador administrativo, e Júnior Gaino coordenador técnico. Já é possível perceber melhorias são nas duas áreas. Na área administrativa, o clube melhorou as instalações do alojamento, todos os atletas possuem plano de saúde, além de oferecer todo o suporte para que os atletas possam continuar seus estudos inclusive com transporte. Agora, o JEC busca agora o título de clube formador, indispensável para quem deseja ser reconhecido no trabalho de base. Esse título concedido pela CBF permite ao clube, por exemplo, firmar contratos com atletas de 14 anos. É uma maneira legal de prevenir assédio de clubes maiores. Sem esse documento o clube pouco pode fazer.

Na área técnica, Junior Gaino já conseguiu um grande salto de qualidade também. O infantil e o juvenil tiveram um desempenho horroroso no turno do estadual. E não poderia ser diferente. O juvenil não tinha base alguma para a disputa do estadual desse ano. Ano passado o clube sequer participou do estadual sub 15. Como formar um Juvenil sem infantil? Esta era uma resposta eu gostaria de ouvir do responsável pela decisão. Enfim, Gaino foi ao mercado e conseguiu a captação de atletas para as duas categorias. Inclusive colocando o Juvenil com chances para chegar às finais.

Era isso, amigos. Semana passada, na Série B, o JEC perdeu para o Avaí. O clube da capital tinha cinco jogadores em campo formados da base. Esse clube hoje está no G4. Inclusive, um deles é seleção brasileira sub20, o zagueiro Gabriel. Este ano mesmo o Avai que já vendeu o atacante Rafinha, que nunca jogou pelo profissional. Nos cofres do clube azurra entratram quase 2 milhões de reais. Os exemplos estão aí. Só espero que no meio do caminho não apareçam mais gênios. Até porque, uma venda bem feita por ano limita alguns micos, como por exemplo a cobrança de 13º nas mensalidades em 2014.

– Jean Helfenberger é jornalista, formado em Joinville. Especialista em futebol de base, desempenha a função de comentarista na Rádio 89 FM.

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43 gols em 51 jogos

* Com Anderson Miranda

Virtualmente rebaixado, o Joinville enfrenta o terceiro pior desempenho de gols marcados em sua história. Os 43 gols desta temporada superam – em média – somente as temporadas de 2004 e 2015, anos que o Tricolor também sofreu com o descenso.

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Pernambucanos

Foto: Aldo Carneiro
Foto: Aldo Carneiro

Um trio pernambucano, comandado por Emerson Luiz Sobral, será o responsável pelo duelo entre Atlético-GO e Joinville, nesta terça-feira, dia 27, em Goiânia. Os assistentes serão Francisco Bezerra Júnior e Charles Rosas Pires.

Emerson Luiz Sobral, árbitro do quadro CBF-1, possui 42 anos. Nesta temporada, o oficial apitou outros três jogos da Série B, com média de 34 faltas por jogo e 4,7 cartões amarelos.

Em 2015, Emerson participou de dois jogos do JEC na Série A: A vitória em casa contra o Fluminense e a derrota no Mineirão para o Atlético-MG.

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Ganhando o mundo

As joinvilenses Tamiris de Liz e Ana Lays Bayer conquistaram medalhas no Campeonato Sul-Americano Sub-23 de Atletismo, no último final de semana, em Lima, no Peru. A equipe brasileira, formada por 42 atletas (sendo 22 do naipe masculino e 20 do feminino), foi campeã geral. A segunda colocação ficou com o Equador e a Colômbia ficou em terceiro.

Ana Lays Bayer foi a terceira colocada na prova do lançamento do martelo, com a marca de 56,39 m. Tamiris de Liz conquistou o segundo lugar no revezamento 4×100 metros rasos, com o tempo de 45”74. A medalha de ouro ficou com a equipe do Equador, com a marca de 45”13. Nos 100 metros rasos, Tamiris foi a quarta colocada, com o tempo de 12”17.

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Voltando

Foto: João Lucas Cardoso
Foto: João Lucas Cardoso

Entregue ao DM desde o início de julho, o volante Diones já iniciou o processo de transição no Joinville. Recuperado de uma lesão no tendão fibular do pé esquerdo, o jogador deve ser reintegrado ao elenco principal nos próximos dias.

Operado dias após o duelo contra o Sampaio Corrêa, o defensor impressionou os médicos do clube na recuperação que, inclusive, antecedeu o prazo inicial de três meses.

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Assombroso

Afundado na zona de rebaixamento, o Joinville, ao lado do Ceará, é o pior time das últimas 10 rodadas da Série B. No período, o Tricolor contabiliza apenas sete pontos, com 23% de aproveitamento. O líder no comparativo é o Avaí, com 22 pontos nos últimos 30 disputados.

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Poucas opções

Foto: João Lucas Cardoso
Foto: João Lucas Cardoso

O técnico Ramon Menezes relacionou 18 jogadores para o duelo do Joinville contra o Atlético-GO, nesta terça-feira, dia 27, em Goiânia. Além de Jael, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, o treinador optou por deixar Danrlei, Kadu, Bruno Farias, Thomás e Giva fora da lista.

O meia Carlos Alberto, um dos artilheiros da equipe na Série B, continua em recuperação de uma entorse no tornozelo e também desfalca a equipe.

  • Goleiros: Jhonatan e Samuel Pires.
  • Zagueiros:  Fabiano Eller, Ligger e Rafael Donato.
  • Laterais: Diego, Everton Silva e Reginaldo.
  • Volantes: Bertotto, Naldo, Paulinho Dias e Tinga.
  • Meias: Bruno Ribeiro.
  • Atacantes:Aldair, Claudinho, Fernando Viana, Heliardo e Juninho.
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Castelo em ruínas

Na terça-feira, dia 27, o Joinville estreará na Copa do Brasil sub-20, contra o Corinthians. O primeiro duelo acontece na Arena Joinville e marcará a última participação do Tricolor em campeonatos deste nível nos próximos anos.

O motivo é simples: O JEC ficará sem a vaga tanto para a competição júnior quanto à juvenil. Segundo regulamento da CBF, estarão classificados apenas os 20 clubes da Série A e os 12 melhores da Série B do ano anterior. Com uma campanha pífia entre os profissionais, a base do Tricolor sairá do calendário nacional.

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Momentos de tensão

Foto: Joinville EC
Foto: Joinville EC

Após os incidentes que mancharam o duelo do Joinville contra o Avaí na Arena, poucos jogadores falaram aos microfones repercutindo a situação. Não foi o caso do experiente zagueiro Fabiano Eller, que, além de condenar as atitudes da noite de sexta-feira, revelou uma perseguição de torcedores nos últimos dias.

Esses dias eu cheguei na minha casa e um bando de torcedores me seguiram. Quando eu tava abrindo o portão da garagem eles vieram pra cima de mim e atacaram um paralelepípedo e um martelo. Já pensou se tivesse uma criança no banco de trás? Se a pedra tivesse pego, com certeza mataria uma pessoa. – Fabiano Eller

 

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